
ONDAS NEGRAS
(Sergio Rá – 20/01/2010)
Negros...
É assim que os vejo
Eles instigam meus olhos
E acendem meu desejo
Densos como a noite
Lindos, mesmo quando emaranhados pela manhã
Fios de vida reluzente
Sob a luz do Sol e todo o seu afã
Ondas negras...
Um balanço hídrico do Mar Negro
Cativantes, estonteantes
Marcantes, hipnotizantes
Fios negros...
Cinéticos, estéticos
Poéticos, magnéticos
Há décadas me atraem como um imã
Esvoaçantes ao vento, ao som da flauta de Pã
Negros...
É assim que os vejo
Ainda que você diga
Não ser esse seu exato tom
Negros
São assim que os vejo
Desde os tempos de apenas minha amiga
Até hoje, em meio à pausa indeterminada do nosso som
Negros, negros, negros...
É assim que os vejo
Eles instigam meus olhos
Quando tocam o berço do supremo ósculo
E acendem meu desejo
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