terça-feira, 10 de maio de 2011

ondas negras




























ONDAS NEGRAS

(Sergio Rá – 20/01/2010)


Negros...
É assim que os vejo
Eles instigam meus olhos
E acendem meu desejo


Densos como a noite
Lindos, mesmo quando emaranhados pela manhã
Fios de vida reluzente
Sob a luz do Sol e todo o seu afã

Ondas negras...
Um balanço hídrico do Mar Negro

Cativantes, estonteantes
Marcantes, hipnotizantes

Fios negros...
Cinéticos, estéticos
Poéticos, magnéticos

Há décadas me atraem como um imã
Esvoaçantes ao vento, ao som da flauta de Pã

Negros...
É assim que os vejo
Ainda que você diga
Não ser esse seu exato tom

Negros
São assim que os vejo
Desde os tempos de apenas minha amiga
Até hoje, em meio à pausa indeterminada do nosso som

Negros, negros, negros...

É assim que os vejo
Eles instigam meus olhos
Quando tocam o berço do supremo ósculo
E acendem meu desejo

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